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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Devoradores de chocolate superam produção de cacau

Oferta global do fruto é menor do que a demanda, que é puxada pelo aumento do consumo em emergentes como Brasil e China

A Chocolaterie Pascoët, pequena fábrica de chocolate em Genebra, estava uma correria no mês passado, com as encomendas do Natal. Em silêncio completo, os operários embalavam chocolates finos que seriam vendidos a US$ 32 (cerca de R$ 76) por caixa com 20 bombons.

O ritmo também era veloz em Broc, a 135 km dali, onde uma fábrica da Nestlé faz chocolate desde o início, com grãos crus de cacau e leite de vacas que pastam nos prados alpinos vizinhos.

O que a fábrica da Nestlé produz em um dia é mais que as vendas anuais da Pascoët. Mas as duas fabricantes estão unidas em sua necessidade de cacau, produzido em países pobres agrupados em uma faixa estreita ao longo do Equador, liderados por Costa do Marfim, Gana e Indonésia.

O problema é que, no mundo todo, os analistas dizem que a oferta de chocolate não vem conseguindo acompanhar o apetite das pessoas, devido à escassez de cacau.

Uma das causas é a queda do rendimento nas safras da Costa do Marfim, onde o investimento é insuficiente e as chuvas não têm colaborado.

O cacau responde por cerca de 10% do preço de uma barra média de chocolate, mas há que se levar em conta que o chocolate escuro está se tornando cada vez mais popular. Algumas variedades contêm mais de 80% de cacau, piorando a situação.

Assim, os preços do chocolate em alguns mercados, como o americano, estão 40% maiores do que no fim de 2012.

José Lopez, vice-presidente-executivo de operações da Nestlé, diz estar confiante em que o mercado resolverá o problema da escassez, porque preços mais altos farão os agricultores ampliarem a sua produção de cacau.

Embora o consumo ocidental de chocolate esteja crescendo devagar, os mercados emergentes estão florescendo. O 1,3 bilhão de habitantes da China, por exemplo, hoje consomem em média apenas 44 gramas de cacau ao ano, per capita. Mas o mercado se expande com rapidez.

Os analistas antecipam que a demanda por chocolate cresça em pelo menos 10% na China, no Brasil e na Índia, nos próximos anos. Se o nível de consumo de chocolate desses países começar a se aproximar da média ocidental, a produção mundial de chocolate seria insuficiente para atender à demanda.

Isso pode tornar ainda mais caras as delícias da Chocolaterie Pascoët. [folha.uol]

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A dieta que Hollywood ama agora

Nutricionista de Beverly Hills propõe dias certos para cada grupo alimentar e a promessa de menos 9 kg em 1 mês. Quer tentar?


Reese Whiterspoon e Jennifer Lopez: esculpidas com a Dieta do Metabolismo Rápido (Foto: Getty Images)
O novo hit alimentar foi criado por Haylie Pomroy, nutricionista de Beverly Hills e guru de celebs como Jennifer Lopez e Reese Whiterspoon. A dieta, recém-publicada no livro The Fast Metabolism Diet (disponível apenas no EUA, por enquanto), propõe que se coma de tudo, desde que nos dias certos:
- às segundas e terças: carboidrato (pão, frutas em geral)
- às quartas e quintas: proteína (carne, queijo)
- às sextas, sábados e domingos: gordura boa (castanhas) e frutas de baixo índice glicêmico (maçã).
A promessa: menos 9 kg em um mês. Vamos nessa? [Revista Glamour]

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Tomar isotônico em excesso pode causar cálculo renal?

Muita gente anda falando isso nas academias, mas tudo indica que essa história não tem nada a ver


"Os cálculos ou pedras nos rins geralmente são formados por cálcio em excesso. Como não existe cálcio na composição das bebidas isotônicas - criadas para repor sais minerais como sódio, potássio e magnésio, que são expelidos pelo organismo durante a transpiração após intensa atividade física - não há risco de desenvolver cálculos renais", afirma o nefrologista Carlos Antônio do Nascimento, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. 

O problema só costuma aparecer nas pessoas que têm uma dieta rica em alimentos com cálcio, principalmente leite e derivados. E é um tormento, causando dores fortes, sangramentos, infecção urinária e até o colapso dos rins. Os isotônicos não têm culpa no cartório, mas isso não significa que eles podem ser consumidos como água.

"Um adulto de 70 quilos que faça atividade física intensa pode tomar cerca de 200 mililitros da bebida a cada 15 minutos. Quem não malha não precisa, já que não eliminou sais minerais. O excesso desses elementos também é ruim para o corpo", diz o professor de educação física João Bouzas Marins, da Universidade Federal de Viçosa (MG). 

Potássio em demasia, por exemplo, atrapalha os diuréticos e os remédios para o coração tomados por quem sofre de hipertensão. E há um último detalhe: como os isotônicos têm carboidratos, quem se "embebeda" desses produtos corre o risco de engordar. Diabéticos e hipertensos devem ter cuidado redobrado. Se não suou, aprecie com moderação. 

domingo, 15 de dezembro de 2013

Alface era considerado afrodisíaco no Antigo Egito

Você já imaginou que além das muitas calorias que fazem parte do seu hambúrguer favorito, existe ali no meio um ingrediente afrodisíaco?

Se você não gosta de alface, comece a olhá-lo com mais carinho da próxima vez.

Salima Ikram, pesquisadora da Universidade Americana do Cairo, disse que as alfaces eram vistas como afrodisíacas e símbolo fálico pelos antigos egípcios. Uma prova disso, é o fato de existirem representações de alfaces nas paredes dos túmulos que datam de aproximadamente 2 mil anos a.C.

As alfaces também eram associadas a um deus egípcio da fertilidade, Min, por ser a sua comida favorita. Além de promover a fertilidade, a divindade egípcia protegia as caravanas, e tinha a forma de um homem com gorro, duas plumas e fitas, o braço direito levantado com um chicote e o pênis ereto.

Segundo Ikram, no Antigo Egito os vegetais folhosos não eram mastigados como uma refeição leve ou um aperitivo, e sim tomados como um tônico afrodisíaco. Além disso, o papel da divindade Min mudou diversas vezes ao longo de 3 mil anos, mas a sua associação com a alface sempre permaneceu.

Uma das razões pelas quais [os egípcios] associaram a alface com Min foi porque a hortaliça cresce para fora da terra de forma direta, sendo visto como um óbvio símbolo fálico”, disse Ikram.

O seu crescimento em linha reta, bem como o líquido leitoso que exala no primeiro corte foi ligado como um alimento sagrado para Min, já que o líquido poderia ser considerado o símbolo do leite materno ou o sêmen.

Ao contrário do que se imagina, o que era consumido das alfaces eram as sementes dos botões das flores, que quando pressionados, extraía-se seus óleos naturais, e estes eram utilizados no preparo de alimentos, medicamentos e até mesmo no processo de mumificação. As folhas verdes eram simplesmente descartadas.

Já no Egito Moderno, a verdura é usada como um remédio tradicional para o crescimento de cabelo.

As alfaces só se tornaram conhecidas como saladas, no qual suas folhas eram comestíveis, e não excluídas, durante o reinado de Domiciano no ano 85 d.C.

Segundo Ikram, as alfaces passaram a fazer parte da dieta de gregos e romanos no início de uma refeição para estimular o apetite, posteriormente, foi associado ao bom funcionamento da digestão, e passou a aparecer de maneira abundante na alimentação da população. [jornalciencia]

domingo, 1 de dezembro de 2013

Estudo encontra indícios de fraude em marcas de azeite

Pesquisa da Proteste indica que as marcas não podem ser consideradas azeite, ao contrário do que dizem suas embalagens
Azeites de Oliva: pesquisa aponta irregularidades em marcas


Um estudo da Proteste - Associação de Consumidores com 19 marcas de azeite extravirgem vendidas no mercado brasileiro constatou que os rótulos Figueira da Foz, Tradição, Quinta d’Aldeia e Vila Real contém indícios de fraude e não podem ser considerados azeites, ao contrário do que suas embalagens sugerem, e sim uma mistura de óleos refinados.

De acordo com testes químicos feitos pela entidade, os produtos desclassificados receberam adição de outros óleos e gorduras, em proporções fora da legislação vigente.

A entidade afirma que irá notificar o Ministério Público, a Anvisa e o Ministério da Agricultura. "Cabe ao órgãos reguladores avaliar esta questão e retirar do mercado esses azeites que não condizem com as normas. Também pedimos que a fiscalização seja intensificada, para que os produtos sejam adequados às condições reais de informação em seus rótulos", afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste. 

Segundo a pesquisa, apenas 8 dos produtos testados apresentam qualidade de extravirgem: Cardeal, Carrefour, Olivas do Sul, Cocinero, Andorinha, La Violetera, Vila Flor e Qualitá.

Outros sete (Gallo, Borges, Carbonell, Pramesa, Beirão, La Espanhola e Serrata) foram classificados como apenas virgens em teste sensorial feito por especialistas em azeite, ainda que se identifiquem como extravirgens em suas embalagens e anúncios publicitários.

Segundo Maria Inês, os parâmetros da análise foram rigorosos. "O intuito da nossa entidade é justamente avaliar as marcas existentes no mercado, principalmente para que os setores possam ser aperfeiçoados. O que não pode é que o consumidor continue a comprar produtos que afirmem ser o que não são", disse.

Procuradas pela reportagem, a Paladar Comércio e Representação de Produtos Alimentícios, importadora do Figueira da Foz, a Angel Indústria Exportação e Importação de Produtos Vegetais, importadora do Vila Real, a Sales Indústria e Comércio, importadora do Quinta d'Aldeia, não tiveram representantes localizados. [Exame]

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Como as indústrias determinam o dia exato em que um alimento vai vencer?

Depois de determinado tempo, a comida passa a ser foco de proliferação de micro-organismos de todo tipo, até os patogênicos
Não há uma padronização: cada empresa desenvolve um cálculo próprio para apontar a data de validade de um produto, mas depois precisa aprová-lo com os órgãos de fiscalização do governo. 

"É claro que, mesmo assim, não há tantas diferenças entre os cálculos. Grandes empresas adotam um método e muitas vezes fabricantes menores copiam. Mas, como estes usam técnicas e equipamentos menos eficientes, pode haver diferenças no prazo de validade apresentado por seus produtos", diz o fiscal federal agropecuário Nelmon de Oliveira, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura. 

No caso da salsicha, por exemplo, o método mais comum é colocá-la num ambiente com temperatura e umidade controladas e realizar, a pequenos intervalos de tempo, análises químicas que apontam se ela começou a se estragar. A fiscalização do governo é realizada para saber se os métodos usados pelas empresas são suficientes para determinar um prazo seguro. 

Se verificarem que o produto não está bom para o consumo, os fiscais podem multar o fabricante ou até o estabelecimento em que o produto é vendido — caso ele não tenha seguido as medidas recomendadas para estocagem e exposição. [Mundo Estranho]

Adolescentes engolem bolas de algodão para emagrecer

Uma dieta que pode matar virou moda nos Estados Unidos. Para emagrecer, adolescentes engolem bolas de algodão

A dieta, que pode matar, virou moda nos Estados Unidos

Na internet, vários vídeos mostram a mania entre as jovens americanas. Antes de tentar engolir, elas mergulham as bolotas de algodão em sucos. O objetivo é preencher o estômago com o material indigesto para saciar a fome.

Em entrevista à rede de TV ABC, a modelo Bria Murphy, filha do ator Eddie Murphy, admitiu que várias colegas já recorreram à prática para perder peso.

Os médicos alertam para o risco de vida com essa maluquice. As bolas de algodão podem obstruir o intestino e a retirada do material só é feita com cirurgia. Se o paciente não for operado rapidamente, pode morrer. Em casos menos graves, a pessoa pode sofrer desnutrição e intoxicação. 

O algodão vendido em mercados e farmácias contém produtos químicos e alguns também têm fibras sintéticas. [band]

sábado, 23 de novembro de 2013

Quais são os principais tipos de vinho?

A fermentação alcoólica do suco extraído de uvas amassadas dá origem a vinhos para todos
os gostos e bolsos

Uma maneira simples de identificar cada bebida leva em conta as características que podem ser reconhecidas por qualquer bebedor leigo: a coloração da bebida, o teor de açúcar, a quantidade de gás carbônico e a graduação alcoólica. Cruzando esses fatores, dá para obter um número enorme de tipos de vinhos, embora algumas combinações sejam menos comuns.

O vinho tinto, por exemplo, costuma ser seco (com pouco açúcar), já que seu sabor encorpado não combina com a suavidade do açúcar. Mas, entre os apreciadores da bebida, a classificação mais usada relaciona o vinho ao tipo de uva. A espécie Vitis vinífera, que é a mais cultivada no mundo, tem pelo menos 5 mil variedades - as uvas francesas merlot e cabernet são algumas das mais famosas. 

Outro modo de carimbar as garrafas é usar o nome do lugar em que são produzidas. Isso é comum na França, que adota critérios rígidos para classificar os vinhos mais refinados. Na certidão de nascimento de uma garrafa francesa, constam pelo menos quatro informações do local de produção: 
  1. Região de onde ela vem (Bordeaux, Burgundy ou Alsace, por exemplo); 
  2. Distrito da vinícola (a região de Bordeaux, por exemplo, contém o distrito de Médoc); 
  3. A comunidade, que fica dentro dos distritos (como Pauillac, que faz parte de Médoc); 
  4. A plantação de uva ou château (castelo) que deu origem ao vinho (Latour, dentro de Pauillac, é um deles). 
O nome do vinho fica a critério do produtor, que batiza suas garrafas com a região, o distrito, a comunidade ou o château. Um dos vinhos mais refinados de Bordeaux, por exemplo, é o Château Latour.

Tipos de Vinho

Tinto

É o vinho mais produzido no mundo. Sua cor vem dos pigmentos encontrados na casca das uvas escuras ou "pretas". No Brasil, foram engarrafados mais de 170 milhões de litros em 2003, só no Rio Grande do Sul, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

Branco

O vinho branco é preparado geralmente a partir de uvas brancas, mas também pode ser feito com a polpa das uvas pretas. O segredo é desprezar a casca da fruta durante o processo de fabricação. Esse tipo e o segundo mais popular no Brasil. Em 2003, foram produzidos quase 55 milhões de litros

Rosé

Nem escuro nem claro, o vinho rosé e obtido com uvas pretas cujas cascas liberam pouca tinta. Para paladares menos refinados, também é possível chegar a essa coloração com a mistura de tintos e brancos de baixa qualidade. No Brasil, foram produzidos 6,3 milhões de litros em 2003

Outras Características da Bebida

Nível de Açúcar

A fermentação transforma o açúcar (até 200 gramas por litro de suco) em álcool. Dependendo da quantidade que sobra, os vinhos são classificados em doces ou suaves (mais de 50 gramas por litro), meio-doces ou meio-secos (até 50 g/l) e secos (menos de 5 g/l)

Espuma

Outro produto da fermentação é o gás carbônico, responsável pelas bolhas do líquido. Há três categorias: os vinhos espumantes têm mais de 2 kg de pressão por cm². Os frisantes têm até 2 kg por cm² e os tranqüilos não têm gás nenhum

Teor Alcóolico

A maioria dos vinhos tem entre 8,5 graus e 14 graus de álcool, o que equivale a 8,5% a 14% da substância. Esses são os vinhos de mesa. Já os vinhos de sobremesa ou licorosos, como o vinho do Porto, têm mais de 14 graus de álcool, geralmente adicionado depois da fermentação

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Comer queijo à noite pode causar pesadelos?

Recrutaram 200 participantes, pediram que comessem queijo meia hora antes de dormir e anotassem os sonhos no dia seguinte
Existe um mito (mais popular em outros países do que no Brasil, vale dizer) segundo o qual comer queijo pouco antes de dormir pode causar pesadelos, e, embora pareça piada, essa curiosa ideia motivou em 2005 um estudo relativamente grande, conduzido pelo British Cheese Board (um grupo da indústria de queijos da Inglaterra).

Eles recrutaram 200 participantes, pediram que comessem queijo meia hora antes de dormir e anotassem os sonhos no dia seguinte. No fim das contas, nenhum deles teve pesadelos naquela noite, e alguns (68) sequer se lembraram dos seus sonhos. Já os demais entregaram relatos engraçados, que envolviam gatos guerreiros e crocodilos vegetarianos.

Contudo, esse estudo tinha um ponto fraco: não havia grupo de controle (que não comeria queijo antes de dormir) para descobrirem se o queijo afetou os sonhos dos outros participantes ou se foi apenas coincidência.

Seja como for, alguns “teóricos da conspiração” não se deixaram convencer, e olharam com suspeita o fato de esse estudo ter sido feito por uma indústria de queijos. Diante disso, criaram teorias a respeito de substâncias presentes em certos tipos de queijos (especialmente os que têm fungos em sua composição) que poderiam interferir no cérebro das pessoas (como triptamina) na hora do sono.

Na falta de evidências científicas, pode comer queijo quente, requeijão e misto quente à noite sem medo – se tiver pesadelos, a culpa provavelmente não é do pobre alimento. [LiveScience, Mind Read[Hypescience]

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O que são gorduras saturadas, insaturadas e gordura trans?

Apesar da fama de feias e más, as gorduras são importantes para nosso corpo

Gordura Insaturada

O que é - Existente principalmente em vegetais, ela é líquida em temperatura ambiente. Há a monoinsaturada (com apenas uma ligação dupla de carbono) e a poliinsaturada (com mais de uma ligação dupla de carbono)

Onde é encontrada? - Azeite de oliva, óleo de canola e de milho, amêndoa, castanha-do-pará, abacate, semente de linhaça, truta e salmão

Consumo máximo por dia* - 44 gramas

Efeitos no corpo - Ajuda a reduzir o colesterol ruim, o triglicérides (tipo de gordura que, em níveis elevados, pode causar doenças coronarianas) e a pressão arterial

Ligação química - Faltam alguns átomos de hidrogênio em sua molécula e, por isso, ocorre uma ligação dupla entre os carbonos

Gordura Saturada
O que é - Um tipo de gordura encontrado principalmente em produtos de origem animal e que, em temperatura ambiente, apresenta-se em estado sólido

Onde é encontrada? - Carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves), leite e derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata) e azeite de dendê

Consumo máximo por dia* - 20 gramas

Efeitos no corpo - Aumenta o colesterol ruim (LDL), que se deposita nas artérias, elevando o risco de problemas no coração

Ligação química - Cada átomo de carbono mantém uma ligação simples com outro carbono e está ligado a dois átomos de hidrogênio

Gordura Trans

O que é - Um tipo de gordura formada por um processo químico (hidrogenação), no qual óleos vegetais líquidos são transformados em ácido graxo trans, uma gordura sólida

Onde é encontrada? - Margarina, biscoitos, batatas fritas, sorvete e salgadinhos de pacote

Consumo máximo por dia* - 2 gramas

Efeitos no corpo - Não faz nada bem à saúde: aumenta o colesterol ruim e, ao mesmo tempo, reduz o bom

Ligação química - Similar à da gordura saturada, mas os átomos de hidrogênio estão dispostos transversalmente (na diagonal), e não em paralelo, como ocorre com os ácidos graxos encontrados na natureza. Daí vem o nome "trans"

Consuma com Moderação

Apesar da fama de feias e más, as gorduras são importantes para nosso corpo. Elas são fontes de energia, fornecendo 9 calorias por grama, e têm boas doses de vitaminas e ácidos graxos essenciais, responsáveis por manter as paredes das células funcionando em boas condições. Para saber o tipo e a quantidade de gordura de um alimento, fique de olho na tabela de informação nutricional que vem no rótulo da embalagem. Mas não abuse: na média, nosso consumo diário de gordura não deve ultrapassar 30% da ingestão calórica total.

* NUMA DIETA DE 2 000 CALORIAS DIÁRIAS

CONSULTORIA: Renato Grimaldi, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp

Bombom de licor pode ser identificado no bafômetro?

O consumo de bebidas alcoólicas é uma das principais causas de acidentes automobilísticos
 no país
Sim. Para uma mulher de 50 kg, três bombons e meio – cada um com 6 ml de licor – bastariam para elevar o nível do álcool no sangue além do limite da lei Seca brasileira. No caso de um homem de 70 kg, o limite sobe para seis bombons.

A diferença deve-se ao fato de o organismo feminino ter menos enzimas que digerem o álcool, tornando maior e mais duradoura sua concentração no sangue. O peso também contribui: quanto menor a pessoa, mais álcool concentrado no corpo.

Além disso, o resultado pode ser afetado por fatores como o estômago vazio na hora do consumo e o nível de precisão dos bafômetros. No Brasil, a punição para quem excede 0,2 g de álcool por litro de sangue é uma multa de R$ 957,70 e a soma de sete pontos na carteira de habilitação.

Se Comer, Não dirija 

 Quantidades necessárias para ser reprovado no bafômetro (baseadas em um homem de 70 quilos ou uma mulher de 50 quilos)

Bombom de licor
Homem – seis
Mulher – três e meio

Banana flambada
Homem – três bananas e meia
Mulher – duas

Sorvete com álcool
Homem – 1,2 quilo
Mulher – 0,7 quilo

Estrogonofe com conhaque
Homem – 1,1 quilo
Mulher – 0,6 quilo

Consultoria: Juliana Cestari, consultora gastronômica. Fontes: Programa Viva Mais, para prevenção ao uso de substâncias psicoativas, da Unicamp. [mundoestranho]

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Quais as diferenças entre açúcar cristal, refinado, demerara e mascavo?

As principais diferenças aparecem no gosto, na cor e na composição nutricional de cada tipo
A regra básica é a seguinte: quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do estado bruto ele está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, o refinamento, que a gente explica direitinho no fim do texto. 

Apesar de esses aditivos deixarem o produto bonitão, eles também "roubam" a maioria dos nutrientes. Só para dar um exemplo, em 100 gramas de um açúcar bem escuro, o mascavo, existem 85 miligramas de cálcio, 29 miligramas de magnésio, 22 miligramas de fósforo e 346 miligramas de potássio. Para comparar, na mesma quantidade de açúcar refinado, aquele tipo branco mais comum, a gente encontra no máximo 2 miligramas de cada um desses nutrientes.

A matéria-prima do nosso açúcar, você sabe, é a cana. Antes de chegar à nossa mesa, a planta passa por diversas etapas de fabricação. Primeiro, ela é moída para extrair o caldo doce. Depois, começa a purificação, em que o caldo é aquecido a 105ºC e filtrado para barrar as impurezas. Em seguida, o caldo é evaporado, vira um xarope e segue para o cozimento, onde aparecem os cristais de açúcar que a gente conhece. Por último, os tipos mais brancos de açúcar ainda passam pelo refinamento, quando o produto recebe tratamentos químicos para melhorar seu gosto e seu aspecto. 

O resultado final é o açúcar em cristais, mas, se você moldar e comprimir os cristais com xarope de açúcar, dá para fabricar açúcar em torrões. Além da cana, há açúcar nas frutas e no milho (a frutose) e no leite (a lactose). A beterraba é outra fonte de açúcar, mas tem um processo de extração diferente. Ela é popular na Europa: como lá não tem cana, a beterraba entrou na dança.

Tipos de açúcar

De confeiteiro

Tem cristais tão finos que mais parecem talco de bebê. Excelente para fazer glacês e coberturas. O segredo é o refinamento sofisticado, que inclui uma peneiragem para obter os minicristais e a adição de amido de arroz, milho ou fosfato de cálcio para evitar que os minicristais se juntem novamente

Orgânico

É diferente de todos os outros tipos porque não ultiliza ingredientes artificiais em nenhuma etapa do ciclo de produção, do plantio à industrialização. O açúcar orgânico é mais caro, mais grosso e mais escuro que o refinado, mas tem o mesmo poder do adoçante

Light

Surge da combinação do açúcar refinado com adoçantes artificiais, como o aspartame, o ciclamato e a sacarina, que quadruplicam o poder de adoçar. Um cafezinho só precisa de 2 gramas de açúcar light para ficar doce, contra 6 gramas de açúcar comum. Por isso, que quem consome o açúcar light ingere menos calorias

Líquido

É obtido pela dissolução do açúcar refinado em água. Usado em bebidas gasosas, balas e doces, o açúcar líquido não é vendido em supermercados. Uma das vantagens é que ele não precisa ser estocado em sacos, diminuindo o risco de contaminação com poeira e microorganismos

Frutose

É o açúcar extraído das frutas e do milho. Sem precisar de nenhum aditivo, frutose é cerca de 30 mais doce que o açúcar comum, mas ela engorda sem oferecer uma vitaminazinha sequer. A maior parte da frutose vendida no Brasil é importada e tem preços meio amargos

Refinado

Também conhecido como açúcar branco, é o açúcar mais comum nos supermercados. No refinamento, aditivos químicos como o enxofre tornam o produto branco e delicioso. O lado ruim é que esse processo retira vitaminas e sais mineirais, deixando apenas as "calorias vazias" (sem nutrientes)

Mascavo

É o açúcar bruto, escuro e úmido, extraído depois do cozimento do caldo de cana. Como o açúcar mascavo não passa pela etapa de refinamento, ele conserva o cálcio, o ferro e os sais mineirais. Mas seu gosto, bem parecido com o do caldo de cana, desagrada a algumas pessoas

Cristal

É o açúcar com cristais grandes e transparentes, difíceis de serem dissolvidos em água. Depois do cozimento, ele passa apenas por um refinamento leve, que retira "só" 90% dos sais mineirais. Por ser econômico e render bastante, o açúcar cristal sempre aparece nas receitas de bolos e doces

Demerara

Também usada no preparo de doces, esse açúcar de nome estranho é um dos tipos mais caros. Ele passa por um refinamento leve e não recebe nenhum aditivo químico. Por isso, seus grãos são marrom-claros e têm valores nutricionais altos, parecidos com os do açúcar mascavo.
[mundoestranho]

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O que é granola? Quem inventou?

A granola é um composto de cinco cereais torrados - aveia, arroz, trigo, milho e centeio
A granola é um composto de cinco cereais torrados - aveia, arroz, trigo, milho e centeio -, misturados com mel ou açúcar mascavo e frutas, como uvas passas, flocos de maçã e castanhas. Bom, essa é a receita atual, mas a granola nem sempre foi assim. Em mais de um século, a lista de ingredientes desse alimento matinal já mudou bastante. 

Tudo começou por volta de 1830, quando o americano William Sylvester Graham, defensor ferrenho do vegetarianismo, inventou a farinha integral, um preparado feito apenas de cereais moídos, sem nenhum aditivo. Três décadas depois, em 1863, o sanitarista James Jackson assou a tal farinha integral, criando um farelo que ele batizou de "granula". A história se complicou em 1870, quando um outro sanitarista, o americano John Harvey Kellogg, criou uma mistura de grãos de aveia, trigo e milho assados para servir a seus pacientes. Ele também chamou a gororoba de "granula". Mas Jackson tascou-lhe um processo e Kellogg teve de acochambrar o nome da invenção: nascia aí o nome "granola", patenteado ainda no século 19. 

O mais maluco é que a invenção não pegou na época e acabou meio esquecida. O próprio Kellogg desencanou de promovê-la porque ficou rico ao inventar uma pasta de milho - o Corn Flakes - logo depois. Mas nos anos 1960, a granola caiu nas graças do movimento hippie, que passou a exaltar suas qualidades nutricionais. Nas décadas seguintes, ela ganhou fama além do cardápio das "sociedades alternativas" e invadiu as mesas do mundo. 

Abaixo, a gente conta um pouco mais sobre as características nutricionais desse rango natureba.

Serve pra quê

A granola dá uma força para o intestino funcionar direitinho, além de ter vitaminas A, B e C, proteínas e ferro. Ela leva vantagem sobre outros cereais matinais, como o Corn Flakes, porque tem maior variedade de grãos

Contra-indicação

Não tem. Mas quem está fora do peso ou não pratica atividades físicas deve pegar leve, pois a granola é calórica. Para você ter uma idéia, aquele pacotinho de 40 gramas que acompanha o açaí na tigela tem 168 calorias

Calorias

Uma xícara com 100 gramas de granola tem 421 calorias. É a mesma quantidade do muesli, que tem ingredientes bem parecidos com os da granola. Mas é mais que 100 gramas de Corn Flakes, que tem 350 calorias

Como queimar as calorias

Para mandar para o espaço uma porção de 40 gramas de granola é preciso suar a camisa em uma caminhada leve de pelo menos 40 minutos

*Atividades calculadas para uma pessoa com 70 kg.

Fontes: Cynthia Antonaccio, nutricionista e consultora da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-Estar, e livro História da Alimentação, organizado por Jean-Louis Fladrin e Massimo Montanari. Editora Liberdade. [Mundoestranho]

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Você sabe o que é hidroponia?

Trata-se de uma técnica de origem oriental, difundida na Segunda Guerra Mundial

Cultivo de plantas só com água e nutrientes evita pragas que atacam as raízes dos vegetais

É uma técnica que possibilita o cultivo de plantas apenas com água e nutrientes, sem terra. Os nutrientes adicionados são os elementos químicos existentes normalmente no solo, necessários para o desenvolvimento do vegetal, como fósforo e potássio. O líquido, por sua vez, é armazenado em tanques e bombeado para o recipiente onde fica a plantação, passando pelas raízes e retornando para o tanque em um fluxo contínuo. 

É possível corrigir a concentração das substâncias químicas que estiverem faltando sempre que for necessário. A grande vantagem desse método é evitar as pragas normalmente transmitidas pelas raízes.

"Eliminando o solo, o risco de contaminação também diminui porque a água usada não tem micro-organismos que provocam doenças", diz o agrônomo Pedro Roberto Furlani, do Instituto Agronômico de Campinas, em São Paulo. Além disso, pelo sistema de hidroponia, o cultivo é feito em ambientes fechados e fica menos sujeito a variações climáticas.

Plantação sem terra

1. Os nutrientes necessários para o crescimento das plantas são adicionados diretamente na água;

2. A água irriga por igual todos os vegetais cultivados, graças a um sistema de encanamento especial;

3. Essa técnica permite regular à vontade os nutrientes que alimentam as plantas e é imune ao clima. 

Por que a pimenta arde? Qual é a mais ardida do mundo?

As pimentas ardem porque possuem as chamadas capsaicinóides

Essas substâncias de nome esquisito não têm cheiro nem sabor, mas estimulam as células nervosas da boca, produzindo aquela sensação de ardor, como se a boca estivesse pegando fogo. 

As capsaicinóides são produzidas por glândulas localizadas nas placentas das pimentas - aquele tecido esbranquiçado onde ficam grudadas as sementinhas. A "temperatura" de cada espécie desse fruto depende da concentração de capsaicinóides que ela possui. E, por incrível que pareça, existe até uma unidade específica para se medir o ardor: a Unidade de Calor Scoville (SHU) - nome em homenagem ao farmacologista Wilbur L. Scoville, pioneiro na medição do poder de fogo desse condimento. 

O SHU de cada pimenta é obtido após testes bioquímicos em máquinas com líquidos de alta pressão. O Guinness Book, o "livro dos recordes", já apontou em uma de suas edições a californiana red savina habanero como a pimenta mais ardida do mundo, atingindo a marca de até 580 mil SHU. Só para comparar, a nossa "quentíssima" e popular malagueta atinge cerca de 200 mil SHU. 

Num ranking completo das espécies mais poderosas, é provável que a malagueta conseguisse um lugar entre as cinco primeiras. Mas, como ela é pouco conhecida fora do Brasil, não entrou na lista mais confiável que encontramos sobre o assunto, e que você confere abaixo.

5. Thai
Região: sudeste da Ásia e Califórnia
Poder de fogo: até 100 mil SHU

4. Jamaican Hot
Região: Jamaica e ilhas do Caribe
Poder de fogo: até 200 mil SHU

3. Scotch Bonnet
Região: Jamaica, Belize e Caribe
Poder de fogo: até 250 mil SHU

2. Habanero
Região: península de Yucatán (México) e Caribe
Poder de fogo: até 300 mil SHU

1. Red Savina Habanero
Região: Califórnia (Estados Unidos)
Poder de fogo: até 580 mil SHU

Fontes: Claudia Silva da Costa Ribeiro, pesquisadora da Embrapa Hortaliças, e site http://members.visit.net/ [mundoestranho]

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A ONU recomenda: coma insetos

Segundo relatório da FAO, os insetos fazem parte da dieta de pelo menos 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo. Além de nutritivos, são fáceis de reproduzir
Besouros fritos na China. Os insetos são alimentos comuns no país asiático (Foto: China Photos/Getty Images)


Pode parecer absurdo, mas a entidade assegura que eles são mais nutritivos e baratos - e ainda podem ser a solução para a crescente demanda por carne

O futuro da alimentação pode estar nas mãos – ou melhor, nas patas e asas – dos insetos. Esses invertebrados, normalmente associados à sujeira e ao lixo, têm agora a chancela para consumo da FAO, organização para alimentação e agricultura da ONU. O órgão já realizou um encontro sobre o tema em 2008, na Tailândia, e planeja um novo congresso, mais amplo, em 2013. 

O motivo é simples e urgente. As criações de bois, porcos e cabras ocupam dois terços das terras que podem produzir alimento no mundo. Além disso, o gado é responsável pela emissão de 20% dos gases do efeito estufa. Segundo estimativas, em 20 anos o consumo anual de carne vai saltar de 50 para 80 quilos por pessoa.

Insetos são muito mais eficientes do que gado”, disse à ISTOÉ Arnold van Huis, autor do estudo chancelado pela FAO e especialista em insetos da Universidade Wageningen (Holanda). Ele explica que, enquanto são necessários dez quilos de grãos para obter um de carne de vaca, a mesma quantidade de insetos demanda apenas 1,5 quilo de ração. Vários estudos indicam ainda que os pequenos animais contêm os mesmos nutrientes encontrados na carne de boi, porco, aves e peixes. “A diferença é que alguns insetos têm o dobro de proteínas”, afirma Eraldo Medeiros Costa Neto, pesquisador da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia.

Segundo o brasileiro, o hábito de comer insetos é comum em mais de 120 países. Grilos, gafanhotos e larvas de diversas espécies são iguarias em países asiáticos e da África. Em restaurantes de Londres, Paris e Tóquio, eles compõem pratos sofisticados. No Brasil, vários grupos consomem larvas e bichos adultos. No semiárido baiano, por exemplo, a farofa de tanajuras fritas é um prato típico. Como qualquer alimento, os insetos exigem certos cuidados. Nem todos podem ser comidos, pois são venenosos ou contêm outras substâncias tóxicas. Mesmo assim, 1,5 mil espécies comestíveis existem no mundo. Afinal, eles não são tão estranhos assim. Basta lembrar que Marco Polo comeu gafanhotos em sua viagem à China. [istoe]

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Gordura pode salvar sua vida

Sim, a gordura, esse tecido molenga que faz questão de crescer com o passar dos anos, um dia pode salvar sua vida

É que cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) descobriram que algumas células-tronco encontradas na gordura são capazes de sobreviver em ambientes insalubres.

A descoberta aconteceu por acaso. O pesquisador Gregorio Chazenbalk estava separando células-tronco no laboratório quando um dos equipamentos pifou. Ao invés de jogar as amostras fora, Chazenbalk preferiu deixar ali e ver quais sobreviveriam sem nutrientes e oxigênio. A maioria morreu – exceto aquelas derivadas do tecido adiposo.

Ele, então, decidiu fazer novos testes. Encomendou gordura extraída de mulheres em cirurgias de lipoaspiração e percebeu que estas células eram bem mais resistentes e ainda tinham a capacidade de se transformar em vários tipos de células, como muscular, osséa, adiposa, cardíaca, neuronal e fígado. “Elas podem sobreviver em condições em que apenas células do câncer conseguem viver”, comemora Chazenbalk. Ele acredita que estas células podem, por exemplo, ajudar a restaurar os tecidos do coração depois de um infarto.

Na verdade, em 2001, um pesquisador japonês já havia descoberto a existência de células-tronco na gordura. Só que essas têm características de células-tronco adultas – o que significa que elas não conseguem se diversificar em tantos tecidos.

Além de tudo, estas células descobertas pelo time americano parecem não formar tumores, conhecidos como teratomas, como acontece com outras células-tronco. “Essa é uma imensa vantagem porque você não precisa remodificá-las para não produzir teratomas”, diz.

Viu só, tudo nessa vida tem algum ponto positivo. Até nossas células gordinhas. [cienciamaluca]

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Pode comemorar! Chocolate ajuda a evitar cabelos brancos

Rico em melanina, o chocolate ajuda a evitar o crescimento de fios brancos


Entre os alimentos que aumentam a quantidade de melanina está o chocolate (Foto: Think Stock)

O dilema do chocolate nunca vai acabar. Constantemente novos prós e contras sobre o doce são apresentados por especialistas. Mas a boa nova desta vez é que ele ajuda a impedir o nascimento de fios de cabelo branco.

Segundo uma entrevista do especialista em cabelos, Ricardo Vila Nova, para o Daily Mail, a melanina do cabelo e da pele é responsável por manter a cor dos fios vibrantes. Entre os alimentos que aumentam a quantidade de melanina está o chocolate, especialmente os mais escuros. Então, bora unir o útil ao agradável? Mas cuidado para não exagerar!

Além disso, o especialista também destaca a importância de outros alimentos para o cuidado com as madeixas. Se você quer um cabelo mais macio, coma salmão, rico em ômega 3, ótimo para a saúde do couro cabeludo.

Os peixes gordos como o atum e salmão são excelentes fontes de ácidos graxos, essenciais para manter o couro cabeludo hidratado e a elasticidade do cabelo. Abacate e nozes impulsionam o brilho do cabelo e a melhor opção contra cabelos quebradiços é a carne vermelha, rica em ferro.

De acordo com o especialista, a má alimentação pode causar queda e perda dos fios além de deixá-los ressecados. A rotina diária estressante e a nutrição desregulada aprofundam os danos. [Revista Glamour]

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Novo estudo mostra as potencialidades do bordo

54 novas substâncias benéficas à saúde foram encontradas no xarope de bordo


Estudo apresentado no encontro anual da American Chemical Society mostra que o xarope de bordo tem propriedades antioxidantes, antiinflamatórias e anticancerígenas.

A pesquisa foi elaborada por cientistas canadenses da Universidade de Rhode Island que identificou no xarope de bordo 54 novas substâncias até então desconhecidas; o dobro da quantidade encontrada em estudos anteriores.

Folha de Bordo
Grande parte destes compostos traz benefícios à saúde humana. Além das funções anti-inflamatórias e preventivas contra diversos tipos de câncer, pode evitar a diabetes do tipo 2 por ter apresentado relações com a conversão dos carboidratos em açúcar.

Especialistas estimam que em 2050, uma em cada três pessoas sofrerá de diabetes do tipo 2. Neste contexto a descoberta destas características do xarope de bordo pode significar uma nova promessa no campo da nutrição saudável.

Cinco das 54 substâncias identificadas foram encontradas pela primeira vez na natureza e fazem parte da própria composição do xarope. Segundo o professor Navindra Seeram, um dos autores da pesquisa, várias moléculas presentes no composto podem ser encontrados nos vinhos, nos chás, na linhaça e nas frutas vermelhas.

O pesquisador conclui afirmando que ainda não se sabe com exatidão se estas novas substâncias contribuem para o perfil saudável do xarope de bordo, mas as quantidades e variedades de compostos encontrados sugerem que este é um excelente alimento.

O xarope da planta é muito consumido em países como Estados Unidos e Canadá.

Não confunda Xarope de Bordo com Chá de Boldo 

Xarope de Bordo é feito com a seiva do Bordo, também conhecido como Plátano. O nome em inglês é Maple Syrup e em francês Siropd'érable.
É uma folha de Plátano que aparece na bandeira canadense (TheMaple Leaf, l'Unifolié).
E o boldo? Bem, com a folha do boldo é feito um chá pra curar os males do fígado, de quem bebeu muito, comeu muito ou, o que é mais comum, os dois.
Como se pode notar o bordo é muito diferente do boldo, um cresce em terras temperadas e o outro em terras tropicais.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Quais são mais saudáveis? Chás de lata ou de saquinho?

Rótulos de bebidas de chá geralmente são cheios de declarações do seu rico conteúdo antioxidante


Infelizmente, um novo estudo sugere que se você estiver procurando por altas doses de antioxidantes saudáveis, é melhor preparar o seu chá em casa

Segundo os pesquisadores, muitas das bebidas populares incluídas no estudo contêm menos antioxidantes do que uma xícara de chá verde ou preto caseiro. Algumas delas contêm quantidades tão pequenas que o consumidor teria de beber 20 garrafas para obter os antioxidantes, também chamados de polifenóis, presentes em uma xícara de chá caseiro.

Os nutrientes saudáveis – bem como o teor de polifenóis – encontrados no chá de bebidas engarrafadas são extremamente baixos. Além disso, bebidas engarrafadas muitas vezes contêm grandes quantidades de açúcar que os consumidores preocupados com a saúde podem estar tentando evitar.

Antioxidantes são substâncias que protegem as células contra danos causados por moléculas instáveis denominadas radicais livres. Eles podem desempenhar um papel na prevenção de uma série de doenças, incluindo câncer, doenças cardiovasculares e Alzheimer.

Os pesquisadores mediram os níveis de polifenóis de seis tipos de chá comprados em supermercados. Metade deles continha o que foi caracterizado como “quase nenhum antioxidante”. O restante continha pequenas quantidades de polifenóis que, provavelmente, teriam poucos benefícios para a saúde, especialmente quando consideramos a elevada ingestão de açúcar dessas bebidas.

Os seis chás analisados continham 81, 43, 40, 13, 4 e 3 miligramas de polifenóis por garrafa. Uma xícara média de chá verde ou preto feito com aqueles saquinhos que custam apenas alguns centavos contém de 50 a 150 mg de polifenóis, podendo chegar até 175 mg.

Ainda assim, os polifenóis podem degradar e desaparecer conforme o saco de chá é mergulhado em água quente. O conteúdo de polifenóis também pode variar conforme o processo de fabricação do chá. Ainda assim, os saquinhos vencem: são mais saudáveis.

Chás enlatados como o Nestea possuem ainda mais sódio do que refrigerantes como a Coca-cola, o que não é bom sinal. Os chás mate Leão contém menos sódio do que comumente é encontrado em refrigerantes.

Os pesquisadores esperam que esse estudo incentive outros similares por parte dos fabricantes para oferecer aos consumidores uma melhor informação nutricional. [MSN[Hypescience]